e o canto espalhou-se, perdeu sentido e não procuro razão.
o que há em mim é dividido, mas sem paixão.
sábado
Publicado 20 Novembro , 2009 tatisgfernandes Deixar um ComentárioTags: feriado, pensamentos, sensações
Hoje o que há em mim morreu. Escorreu como a última gota que suportei chorar, sem mais delongas ou dramas. Não há nada do passado e sem previsão de futuro.
Tento falar, não sai. A necessidade de cuspir palavras tortas, vomitá-las, essa necessidade dizer mesmo na falta de palavras. Ainda não sei administrar toda uma situação em silêncio e sem ações, fica difícil assim explicar se é uma ausência de sentimentos ou se apenas estou a transbordá-los.
Falta certeza do muito e do nada que vejo através dos olhos seus e sinto um turbilhão de carinhos, espaços e apertos entres os lençóis. A cama aberta entre o espaço dos seus braços em minhas costas e a ausência da alma quente e dos olhares cúmplices.
Misturo as saudades anteriores com o cheiro nostálgico ainda presente nas minhas segundas-feiras de manhã que andam me fazendo falta. Incerteza de um encaixe perfeito ou se apenas mais uma…passagem. Aquela história dos meus deja-vus macabros que acabo por carregar muito das pessoas que aprendo a amar e admirar e fico com a estranha e amarga sensação de não deixar nenhuma parte de mim.
Uma combinação em sonhos e planos em uma divergência de pensamentos e mais uma vez ações.
O desejo do corpo intenso em suores, espasmos e cheiros que muitas vezes desgasta-me o coração e fito-me ao que vejo através dos seus olhos.
Sentia o perfume a espalhar por entre aqueles cabelos molhados e da nuca, à mostra, escorria leve gota de suor tão normal a esses verões tropicais. Pés inqueitos balançavam, compulsivamente, assim como alinhava os cachos desgrenhados pelo vento e conseguia nessa desordem emaranhada refletir-se em mim um sorriso que entregava entre olhos apertados ao livro que lia no balançar do ônibus. O perfume espalhava com todo aquele vento e eu podia da fileira de trás sentir seu gosto, o ardor de sua pele entre o vestido de alça e imaginá-la a falar e falar. Desceu no próximo ponto, trazendo seu perfume e pude vê-la andar entre fumaças e perder-me no barulho intenso do trânsito ao imaginá-la com as pernas descobertas por entre os lençóis do meu apartamento, mesmo que em uma noite. Uma noite.
as dores chegam, os olhos enchem-se de lágrimas
tantas, sem espaços.
sorrio,
nos silêncios dos abraços, em manhãs de chuva.
percorro, entre os lençóis
todo cheiro de nossos corpos.
danço por entre espaços teus
até outra manhã.
não tenho uma e me faltam várias.
Tal qual extratos de banco
Publicado 17 Março , 2009 tatisgfernandes Deixar um ComentárioTags: cigarros, cotidiano, pensamentos, sensações
É um fato, houve mudanças. Algumas tantas que não tinha tomado consciência, que não queria ver que existiam, algumas que não há porquê procurar. Mudança de ares, vizinhança nova e talvez onde me sinta cada dia mais em casa. Pessoas que sumiram da minha vida, tais quais os extratos de banco, essas que não deixaram nada, que não se importaram em deixar. Outras se perderam por aí, entre tantas outras pessoas. E claro, outras tantas surgiram, cada qual com sua intensidade e brilho e tornando-se cada dia mais presente, oferecendo mais sorrisos tal qual os reais, os de sempre não partem jamais, com distâncias físicas, excesso de trabalho permanecem e esses levam de nós tanto quanto nos deixam. Sinto que 1 ano se passou, hoje percebo que coisas que não tinham muita importância me caem por terra, e novamente vem aquele cheiro nostálgico que nos envolve sorrisos entre lágrimas. Muito mudou aqui dentro, muito se foi e muito trabalhei duro a conquistar e vendo o mundo de forma mais transparente e sem “ranços” percebi que aí fora também houve mudanças e já não me importa se eu fiz parte disso, acredito que sim e esse agora é só mais um motivo para rir com os olhos. Deixar-me revelar, aos poucos, entre meus tragos, o desapego rançoso do que sei foi, das futilidades e miudezas da vida, ofertando espaço ao galgar de degraus que estão por vir, os novos sorrisos e lágrimas, as tardes de pé pro alto e preguiça nos lençóis, a incerteza por conta de um turbilhão de sentimentos, o começo, o recomeço onde os pés ainda não saíram do chão e os projetos não saíram dos papéis, o recomeço entre a lentidão dos corpos e o pesar dos olhares, o 2009 de retornos e a incerteza de permanência. Permaneço, constante, com as unhas vermelhas de volta em mãos inquietas, da simplicidade permeando cada dia, o gosto pela falta de controle entre as pausas pro cigarro sem perder o pôr-do-sol e recortar em fotogramas, melodias, fotografias e pedaços de papel um tanto de cheiros, sorrisos, olhares e poeira cósmica.
e começa 2009.
Publicado 23 Janeiro , 2009 tatisgfernandes 2 ComentáriosTags: 2009, saudades, tesão
Espero o entusiasmo, o tesão, as saudades, a inspiração que me escorre a nuca como os suores normais ao peso de nossos corpos juntos ao calor do verão. Tenho sido feita em saudades, esperas e sorrisos, até aqueles das manhãs mal humoradas, da cara emburrada, dos olhos com lágrimas e das conversas até o dia nascer. Recortes de momentos, palpitações e saudades de quem já voou há um tempo e de quem irá voar em menos de 2 horas.
Das poucas palavras aprendidas nos últimos dias, fica a mais importante: tu me manques, mon petit ami.
Só a embalagem?
Publicado 31 Dezembro , 2008 tatisgfernandes 1 ComentárioTags: cotidiano, pensamentos
Eu gosto de música alta, shows, festas, mas gosto também da cervejinha no boteco com os amigos, dos programinhas pela manhã e de ficar cronicando com a preguiça e às vezes com o tédio. Como em muitos posts ao decorrer do ano venho dizendo sobre a busca pela simplicidade, em me encontrar na simplicidade dos dias, sentir o cheiros nostálgico do passado, dos encontros e das pessoas, sejam elas as de muito tempo ou as que surgiram, o fato é que cada vez que passa tenho a sensação de que existem cada vez mais um bom bocado de gente chata e que pouco me divertem. Não suporto aquela gente insuportável, tanto homens quanto mulheres, vinha esbarrando por ai entre tantos fulanos e fulanas com um design bem montado (ou nem tanto) mas com uma propaganda bem enganosa, e como futura publicitária, sei que o design é mais que importante porém a campanha não se sustenta com qualquer planejamento, rs. Em geral desfilam por aí tão iguais, tão simetricos e uma cabeça um tanto quanto vazia. Os homens perdem-se ficando ereto a uma bunda ou seio perfeitos, as mulheres se jogam em um tanquinho ou enfim, vai saber! Obviamente há uma generalização nessa história toda, nem toda beleza e estúpida. Talvez 99%, rs. Mas em algum lugar vai haver aquele homem ou mulher lindos, bons de cama (que não se preocupam em mostrar os músculos ou ter peito mais em pé, que deixa o suor rolar sem se importar com a chapinha ou maquiagem) que te deixa excitada ou de pau duro pelo fato de se ter um cérebro e pra mim tá faltando pouco para dias de conversas longas, tesão, amigos e risada.



