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Os “homens da segurança”, tá….

11 jul

Passei a semana tentando dissertar a cerca do assunto, tentando compreender a que o Rio de Janeiro tem sucumbido a cada dia que amanhece, quão suficiente de João, Gabriela e tantos outros serão necessários para mudarmos, para deixarmos de aceitar essa imposição política de uma justiça ordinária, de leis não cumpridas e de policiais corruptos, de uma força do estado que prefere “educar” através do medo. Até quando…? Quem são esses “homens da segurança”, os que deveriam (ao menos em tese) defender a sociedade, estabelecer ordem, manter os cidadãos protegidos. Como são preparados estes mesmos homens que acabam cometendo tantos erros, tantas mortes em vão, quanto despreparo, quantas balas perdidas ou atiradas em vão contra cidadãos de bem serão necessárias a população se dar conta da impunidade do país como um todo e não um caso isolado apenas no Rio de Janeiro.  De que forma é exercido o treinamento e a inclusão desses “homens da segurança” novamente na sociedade, não como população civil, mas com o dever e integridade de protegê-la. Uma hierarquia falha, afinal, quem os prepara é de competência o suficiente para tal ação, como os ensina a cuidar da população, como remunera seus salários. Quantas falhas na comunicação devem existir, pois o emissor têm passado uma mensagem falha geradora de ruídos que são mal-interpretados e entendidos pelo receptor, por conseqüência gerando um feedback desastroso à sociedade.
Jornais anunciam o futuro repetido de ontem, de anos atrás e nada mudou, nada. No ímpeto momento dos acontecimentos, ficamos estarrecidos, apáticos, em choque com a crescente crueldade e absolvição dos culpados, mas quem eles são, bandidos, homens da lei ou as próprias leis falhas que deixam todos eles na impunidade. Sempre que há um assassinato a sociedade sofre, engasga e quer cuspir o que acha, mas e as mudanças? E o esquecimento do que já passou, de outros protestos, de outras crianças e jovens, mortes por outras balas perdidas e outras não tão perdidas, por tiros a queima roupa, por bandidos ou pelos próprios pais. Muitas vezes minha visão é que no nosso país a maior parte da população necessita que a mídia esteja explorando o assunto para que algo seja cobrado aos governantes, o caso Isabella parece ter sido deixado de lado, assim como a Gabriela foi para o esquecimento, e infelizmente a dor só é partilhada na família e onde entramos nós, a população que clama por justiça ou pelo menos por um país menos impune. Que o caso do João possa levar pessoas a debates, a uma vontade por mudança, a uma luta legítima por mudanças. Qual o motivo e mais uma vez, até quando…? Até quando os “homens da segurança” vão continuar corrompidos em espírito. De prontidão não a ordem, mas a extorsão, matar, mentir, omitir e ignorar toda uma sociedade. Pra variar eu pouco sintática, nunca sei a hora exata de terminar e encerrar o contexto, mas realmente foi uma semana pensando sobre o caso, me indagando até quando a população vai ficar com venda nos olhos, principalmente em ano de eleição…rs.

É isso aí então…?

5 maio

A “guerra” contra as drogas e o tempo hábil policial que é gasto à procura do usuário, deixando de lado assaltos, homicídios, estupros e a guerra nas favelas cariocas que sim, são mais motivos de alarde. Não é incitar o uso, não é estimular o consumo é apenas propor a sociedade um debate franco, baseado em pesquisas e deixando de lado qualquer tipo de “pré-conceito” e argumentos velhos sem base ou simplesmente baseado em uma religião ou algum dito bom costume, o que é bastante hipocrisia, pois ninguém condena que um filho menor de 18 anos consuma alguns copos de cerveja na festinha de natal da família.

É tentar descobrir qual a diferença entre um jovem que faz uso indiscriminado de bebidas alcoólicas (droga lícita) ou de um que poderia fazer uso indiscriminado da cannabis (droga ilícita), caso houvesse uma abertura, pois atualmente todo e qualquer uso é proibido legalmente, qual poderá incitar maior problema social? O problema afinal se concentra na comercialização ou em um uso desenfreado? Infelizmente, o assunto não pode ser debatido livre e democraticamente, sujeito a pena de incitação ao crime. O que era pra ser uma tentativa de maior participação política à favor de uma mudança na lei ou de se ao menos propor um maior debate entre as classes, além de um advogado preso, em uma outra passeata a bandeira com símbolo “integralista” voava sóbria pelo bairro de Copacabana…

Ps. Se ainda fosse uma cidade, mas a marcha foi proibida em 9 cidades. E esse ano tem eleição, enfim, pelo andar da carruagem…rs