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Matraquinha da Grow

28 maio

Eu falo, falo, falo demais e penso demais também e penso e falo tanto que acabo falando o que penso. Sempre fui de conversas até altas-horas, com cerveja, cigarro, amigos ou sozinha com meus pensamentos e uma garrafa de água com gás, tagarelar por aí, ‘discutir’ sobre o que eu sei e mesmo se eu não souber ‘discutirei’ com tamanha desenvoltura que é possível que consiga convencê-lo de minha (in) certeza. Eu falo, mas nem sempre decorro todos os fatos, como boa mineira o pé atrás fica ali, mas se me fizerem uma pergunta, íntima ou não, sempre respondo, acho que é porque gosto de ser respondona assim digamos, rs. Você vai saber com 10 minutinhos de prosa que eu já fiz ballet, jazz e can-can por 15 anos, que tive bulimia na época e choro até hoje quando meu estômago expele qualquer substância, até mesmo naquela ressaca que tirou a batina do padre e nem me acho coitada por isso, são fases que a gente supera e se aceita, fico reticente mais meio mundo sabe que sei andar de skate, mas nunca aprendi os brios de andar de bicicleta (podem sentir vergonha alheia, eu deixo). Estórias da minha infância entre sapatilhas, guerrinhas de mamona e desejo por profissões não muito convencionais pra cabeça de uma menina, vide pedreiro e pintor de vasos, que já fui muito dramática a lá “Maria do Bairro” e “Usurpadora” e que estou em constantes mutações, que adoro meus cabelos cacheados e não fico parada em uma mesma posição por mais de 1 min, sei lá, meu corpo cansa e eu vivo sempre cansada de tudo que é igual.

E vamos lá, que 2008 tá quase iniciando pra mim e até o inferno astral tem sido válido, quer dizer óóteeemo! Nada de promessas ou planos porque não quero e nem tô a fim de pensar no futuro.

“All we care about is talking”

18 maio

Música, música, amiga, risadas e muitos papos. Até o sol estar de rachar, é o que importa e o melhor é decorrer assuntos sem gênero ou com linha de raciocínio lógico, romper (pré)conceitos, doer a barriga de rir, andar, andar, pensar… Aprendendo a ser auto-sufiente o bastante pra eu mesma tirar os pés do chão!

“And we don’t care about the young folks
Talkin’ about the young style
And we don’t care about the old folks
Talkin’ about the old style too
And we don’t care about their own folks
Talkin’ about our own style
All we care about is talking
Talking only me and you…”

“Se eu for pensar muito na vida, morro cedo amor…”

23 abr

Pensar demais, pensar, pensar, do latim pensare, isto é, criar constantes redemoinhos na caraminhola. A mufa queima, arde e quem padeceu foi quase sempre o coração, o corpo, as memórias… tal qual vivemos e abrimos os olhos todas as manhãs a cabeça, o tempo, as rugas elas não páram, nada desacelera e com a cabeça, se fosse diferente, talvez os aprendizados não fossem tão claros.

A mufa continua queimando, sempre, é vital. Mas, pensar ainda que custe dor, alegria e nostalgias, agora, sem preocupações futuras e neuroses. Pronto pro agora, pro incerto e pro desgostoso. Se quiser vir, que seja pro caminho do bem, se não pode passear lá fora…