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“Quando o avião decolou…”

12 dez

O lindo móbile de origami colore a sala iluminada pelo abajur, o mesmo cinzeiro cheio de restos de cigarros bem tragados com seu batom, livros, cds e alguns dvds novos compõe o espaço em uma saudade sem fim e a inunda em um cheiro nostálgico tão particular quanto o do asfalto quente molhado. Restou apenas o silêncio e a falta de pólen da flor de plástico da mesa.
Em si, apenas ela sabe, podia sentir o antigo perfume pelos cômodos da casa, a ausência em tomar banho, o encaixe torto e perfeito da cama de solteiro e as conversas horas a fio sobre os ponteiros parados do relógio da sala – ela ainda não havia mudado de endereço e tão pouco tinha relógio em sua sala. Uma antítese em sentimentos: a espera pelo sorriso grandioso em lábios que recortaria em fotogramas e a certeza de que tempo excasso que correu entre seus corpos fora vital em um conforto grandioso que lhe garantia paz na distância de exatos 3 meses e 2 dias, mas que a salvaguarda daquelas mãos por suas costas parecia distante dia após dia, porém permanecia em elo findado entre os lençóis emaranhados de suas pernas trêmulas, os espaços de saudade, os choros escondidos e outros tantos não desabafados. O excesso de expectativas e muitas vezes a falta delas, ainda não sabia como levar o coração mesmo que em pedaços de poeira cósmica. A fumaça inundava o ambiente, hostil agora, e nessa ausência do encaixe e dos cabelos desgrenhados das tardes de domingo e conseguiu apenas dar boa noite, via skype, deixando de dizer o mais importante, o complemento do título e que ficou apenas no rodapé do caderno: “…levou contigo meu coração, meus sonos fartos no sofá da sala, seu cheiro permanece forte entre meus lençóis e meu coração dorme o tempo inteiro em seus braços.”

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Sinto o novo perfume de nostalgias passadas…

1 jul

Sinto o novo, o inusitado, a cada despertar. Tenho deixado não só as coisas fluirem por si só sem angústias ou tormentos, o tempo passa a todos nós e cabe a cada um de nós fazer a estadia de forma prazerosa e em paz. É o meu desejo, minha vontade, meu equilíbrio. Conquistar, gozar, padecer, suar, sentir frio. Ser a mudança no mundo, ser, viver, intensificar e mergulhar, provar, degustar.

Quero pulsar, pulsar e sentir o aroma nostálgico das segundas-feiras e dos dias demais, uma nostalgia do que passou a algum tempo e ao que vivi a menos de 5 minutos. Rir, sorrir, gargalhar e se possível chorar, com força, se necessário. Traçar e alinhar muitas metas me faz perder o pôr-do-sol, mas nem por isso torno-me relapsa, quero antíteses, metamorfoses, metáforas e exageros às vezes caem bem. Ser e estar, com ou sem nexo. Eu entendo e isso me é suficiente.

A vida continua passando e  eu aqui sentada com mãos inquietas e pernas vibrantes, ouço, respiro e vibro novamente com o passado de ontem e o hoje, músicas, músicas, pra rir, pra cantar alto, pra embalar os amigos, pra se ficar bêbado, conversar, dançar dançar e dançar, pra batucar e tocar air drums por aí, pra cantar sozinha e pra cantar no chuveiro, pra sussurrar, fechar e apertar os olhos, gozar, gritar, cravar as unhas, pesar o corpo, pra reunir, celebrar, sentir o vento, dançar na chuva, pra despedidas, entristecer, compadecer, sentir, com alma sempre. Quero sentir o orvalho às 06 da manhã, frio de serra, cheiro de mato, andar descalço e comer jabuticabas, beijar, abraçar, beijar, tomar uma geladinha e uma dose quente, rir e conversar até o sono chegar ou deixar os dias amanhecerem assim, virados, banho frio, morno, quente. Ver, ser visto, conhecer, agregar, reconhecer em si o outro e no outro si mesmo, cultivar em si o que deseja do outro e não ficar de braços cruzados esperando por uma inexistente perfeição ou relação simétrica, quero o oposto a invadir, receber e transmitir, o simétrico ao acaso.

Permitir-se a mergulhos intensos em uma lentidão de corpos espalhados pelo chão, respirar, percorrer horizontes, dormir, largar-se aos bons ventos que sopram, sentir apertos de saudade por quem está longe em espaço, sentir-se perto, conecto em alma, espírito, ser e dar o valor a cada pedaço de si e a cada pessoa responsável pela obra.

E pra variar eu nada sintática, perdi-me, em palavras mal encaixadas e escolhidas nada minuciosamente, não me importo, quero ao máximo, desfrutar sem pressa, sem pensar no amanhã ou daqui 1 mês ,mais finais de semana, mais convivência harmoniosa aqui dentro, brigadeiro de ovomaltine, filmes, cigarros, muito sono e pouco sono, insaciável, pizzas, chêros. Quero, desejo muito pra mim e o mesmo a você, muitas doses de tudo que vier, até dos extremos, viver, pulsar…

Embalaram o post: Radiohead, Chico Buarque e Jeff Bucley.

Fluminense neles!

5 jun

Futebol e alegrias. Quero ir no maraca, ver aquilo tudo verde, grená e branco! O melhor depois de uma vitória do seu time é poder não só comemorar tamanha felicidade, mas “pentelhar” os torcedores dos demais times, aqueles que secaram o Fluminense até a “última ponta”, tendo em vista torcer por um time dos ‘hermanos argentinos’, é, verdadeiro espírito pelo futebol nacional, admiro esse tipinho (rs). Ah, continuem secando bastante, tá super ajudando! Pode vir verme qualquer! Rá! Que eu tenho meu “trevinho de quatro-folhas” e nem te conto…

“Porque tudo nesse mundo se desfaz rápido demais…”

13 maio

…e cabe a cada um curti-lo de forma sensata, sublime, sincera, até a última ponta. Sem se importar o tamanho, o desejo ou tempo. Só quero verdades, mesmo as mais sinceras e doloridas, quero pessoas sempre transparentes independentes da situação, das ‘boas maneiras’, do pensamento dos demais que nada querem te agregar, quero mato e cheiro do orvalho às 06 da manhã, quero o instante e sem amanhã que ainda está longe, quero músicas, cheiros, gostos, texturas, verões e roupas de inverno! Aniversário vai chegando e é sempre diferente e sempre igual, com gosto de nostalgia pelo bolo de chocolate da minha mãe e pelo nhoque da minha madrinha e frio na barriga e excitação pro choppinho comemorativo com amigos. E nisso eu quero sorrisos, festanças, pessoas, aleatórias, as de sempre e pra sempre. São os meus presentes, é o suficiente pra mim, ô gostosura!