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sábado

20 nov

e o canto espalhou-se, perdeu sentido e não procuro razão.
o que há em mim é dividido, mas sem paixão.

Tal qual extratos de banco

17 mar

É um fato, houve mudanças. Algumas tantas que não tinha tomado consciência, que não queria ver que existiam, algumas que não há porquê procurar. Mudança de ares, vizinhança nova e talvez onde me sinta cada dia mais em casa. Pessoas que sumiram da minha vida, tais quais os extratos de banco, essas que não deixaram nada, que não se importaram em deixar. Outras se perderam por aí, entre tantas outras pessoas. E claro, outras tantas surgiram, cada qual com sua intensidade e brilho e tornando-se cada dia mais presente, oferecendo mais sorrisos tal qual os reais, os de sempre não partem jamais, com distâncias físicas, excesso de trabalho permanecem e esses levam de nós tanto quanto nos deixam. Sinto que 1 ano se passou, hoje percebo que coisas que não tinham muita importância me caem por terra, e novamente vem aquele cheiro nostálgico que nos envolve sorrisos entre lágrimas. Muito mudou aqui dentro, muito se foi e muito trabalhei duro a conquistar e vendo o mundo de forma mais transparente e sem “ranços” percebi que aí fora também houve mudanças e já não me importa se eu fiz parte disso, acredito que sim e esse agora é só mais um motivo para rir com os olhos. Deixar-me revelar, aos poucos, entre meus tragos, o desapego rançoso do que sei foi, das futilidades e miudezas da vida, ofertando espaço ao galgar de degraus que estão por vir, os novos sorrisos e lágrimas, as tardes de pé pro alto e preguiça nos lençóis, a incerteza por conta de um turbilhão de sentimentos, o começo, o recomeço onde os pés ainda não saíram do chão e os projetos não saíram dos papéis, o recomeço entre a lentidão dos corpos e o pesar dos olhares, o 2009 de retornos e a incerteza de permanência. Permaneço, constante, com as unhas vermelhas de volta em mãos inquietas, da simplicidade permeando cada dia, o gosto pela falta de controle entre as pausas pro cigarro sem perder o pôr-do-sol e recortar em fotogramas, melodias, fotografias e pedaços de papel um tanto de cheiros, sorrisos, olhares e poeira cósmica.

Só a embalagem?

31 dez

Eu gosto de música alta, shows, festas, mas gosto também da cervejinha no boteco com os amigos, dos programinhas pela manhã e de ficar cronicando com a preguiça e às vezes com o tédio. Como em muitos posts ao decorrer do ano venho dizendo sobre a busca pela simplicidade, em me encontrar na simplicidade dos dias, sentir o cheiros nostálgico do passado, dos encontros e das pessoas, sejam elas as de muito tempo ou as que surgiram, o fato é que cada vez que passa tenho a sensação de que existem cada vez mais um bom bocado de gente chata e que pouco me divertem. Não suporto aquela gente insuportável, tanto homens quanto mulheres, vinha esbarrando por ai entre tantos fulanos e fulanas com um design bem montado (ou nem tanto) mas com uma propaganda bem enganosa, e como futura publicitária, sei que o design é mais que importante porém a campanha não se sustenta com qualquer planejamento, rs. Em geral desfilam por aí tão iguais, tão simetricos e uma cabeça um tanto quanto vazia. Os homens perdem-se ficando ereto a uma bunda ou seio perfeitos, as mulheres se jogam em um tanquinho ou enfim, vai saber! Obviamente há uma generalização nessa história toda, nem toda beleza e estúpida. Talvez 99%, rs. Mas em algum lugar vai haver aquele homem ou mulher lindos, bons de cama (que não se preocupam em mostrar os músculos ou ter peito mais em pé, que deixa o suor rolar sem se importar com a chapinha ou maquiagem) que te deixa excitada ou de pau duro pelo fato de se ter um cérebro e pra mim tá faltando pouco para dias de conversas longas, tesão, amigos e risada.

Rio, 11 de Junho de 2008

23 jul

A data nunca é escrita de forma simétrica, na Tv outro filme repetido lanço entre olhares, o sono vem chegando e as mãos inquietas não páram, não adormecem, batucam em um caderno velho, coisas a transpôr ao computador, darei enter.
Pausas, entrelaço os dedos entre os cachos, luta contra a vontade de repousar. Feist embala. A cama está longe, talvez adormeça no sofá e acorde outro dia junto a dores. Penso palavras que não saem…
Quantos foram os momentos cruciais para este sentimento culminado ou simplesmente esquecido entre tantas novas confusões excitantes. Não por desistência ou falência múltipla de um coração agora diferente do que fora anteriormente, a doçura amarga se esvai por outros mergulhos, já não há reconhecimento no outro, algumas rugas talvez pouco comuns a nossa idade e a pele, pêlos e corpo orgástico tão comuns a nossa idade. Sinto perfumes antigos, de roupas antigas e presenças passadas como em novos passos de dança que nos pegam a cintura levemente e as mãos percorrem as costas e beijam-me a nuca, mas que sempre possuirão durabilidade, isso gela aqui dentro do quarto quente. Ouço músicas de dias novos, músicas de dias desfrutados no passado e sem ao certo saber que rumo tomaram e quais serão seguidos. Algumas saudades apertam e quase não são ditas, por precaução. Vontades sentidas e uma estranha sensação na vontade de se viver assim, junto, com os pés levemente a cima do solo…

Trampo, preguiça e fim de semana

16 jul

Trampo, trampo, trampo. Uma preguiça, um sono e uma excitação imensa ao aprender. Alguns pensamentos novos, vontades e mais uma vez excitação. Uma vontade de novos ares, impulsos, desejos. Muito estudo e a cabeça não pára por nem um minuto, na verdade pára, em momentos tão sublimes e reconfortantes tais quais uns tantos suspiros.

Chegam as quartas e quintas-feiras, o fim de semana sublime. Dormir tarde porque se sabe que é possível acordar sem pressas.  Permanecer na preguiça e lentidão da cama, ouvir músicas e ficar a olhar o teto. Sair e caminhar até Laranjeiras e ver um sol lindo e sentir algumas gotas de chuva em um imenso céu azul, mesmo com pesar no peito.

Encontrar e conhecer pessoas, beber algumas cervejas, almoçar, gargalhar, sentir cheiros, pulsar e percorrer o Largo do Machado à tardinha. Curtir a casa vazia e cheia de fumaça, colocar som alto e danar-se a cagar baldes aos vizinhos malucos, rs. Tomar banho quente e deixar o banheiro em vapor, repousar em lençóis fartos e cama espaçosa e sentir aconchego, chêros, calmaria intensa. Pesar o corpo, preguiça e recomeçar na lentidão dos lençóis emaranhados de segundas-feiras.

Sinto o novo perfume de nostalgias passadas…

1 jul

Sinto o novo, o inusitado, a cada despertar. Tenho deixado não só as coisas fluirem por si só sem angústias ou tormentos, o tempo passa a todos nós e cabe a cada um de nós fazer a estadia de forma prazerosa e em paz. É o meu desejo, minha vontade, meu equilíbrio. Conquistar, gozar, padecer, suar, sentir frio. Ser a mudança no mundo, ser, viver, intensificar e mergulhar, provar, degustar.

Quero pulsar, pulsar e sentir o aroma nostálgico das segundas-feiras e dos dias demais, uma nostalgia do que passou a algum tempo e ao que vivi a menos de 5 minutos. Rir, sorrir, gargalhar e se possível chorar, com força, se necessário. Traçar e alinhar muitas metas me faz perder o pôr-do-sol, mas nem por isso torno-me relapsa, quero antíteses, metamorfoses, metáforas e exageros às vezes caem bem. Ser e estar, com ou sem nexo. Eu entendo e isso me é suficiente.

A vida continua passando e  eu aqui sentada com mãos inquietas e pernas vibrantes, ouço, respiro e vibro novamente com o passado de ontem e o hoje, músicas, músicas, pra rir, pra cantar alto, pra embalar os amigos, pra se ficar bêbado, conversar, dançar dançar e dançar, pra batucar e tocar air drums por aí, pra cantar sozinha e pra cantar no chuveiro, pra sussurrar, fechar e apertar os olhos, gozar, gritar, cravar as unhas, pesar o corpo, pra reunir, celebrar, sentir o vento, dançar na chuva, pra despedidas, entristecer, compadecer, sentir, com alma sempre. Quero sentir o orvalho às 06 da manhã, frio de serra, cheiro de mato, andar descalço e comer jabuticabas, beijar, abraçar, beijar, tomar uma geladinha e uma dose quente, rir e conversar até o sono chegar ou deixar os dias amanhecerem assim, virados, banho frio, morno, quente. Ver, ser visto, conhecer, agregar, reconhecer em si o outro e no outro si mesmo, cultivar em si o que deseja do outro e não ficar de braços cruzados esperando por uma inexistente perfeição ou relação simétrica, quero o oposto a invadir, receber e transmitir, o simétrico ao acaso.

Permitir-se a mergulhos intensos em uma lentidão de corpos espalhados pelo chão, respirar, percorrer horizontes, dormir, largar-se aos bons ventos que sopram, sentir apertos de saudade por quem está longe em espaço, sentir-se perto, conecto em alma, espírito, ser e dar o valor a cada pedaço de si e a cada pessoa responsável pela obra.

E pra variar eu nada sintática, perdi-me, em palavras mal encaixadas e escolhidas nada minuciosamente, não me importo, quero ao máximo, desfrutar sem pressa, sem pensar no amanhã ou daqui 1 mês ,mais finais de semana, mais convivência harmoniosa aqui dentro, brigadeiro de ovomaltine, filmes, cigarros, muito sono e pouco sono, insaciável, pizzas, chêros. Quero, desejo muito pra mim e o mesmo a você, muitas doses de tudo que vier, até dos extremos, viver, pulsar…

Embalaram o post: Radiohead, Chico Buarque e Jeff Bucley.

Ser em si o que há de melhor pro mundo

19 jun

Muitas vezes a gente vive correndo sem motivos, sempre às pressas como se fosse perder algo no mundo e deixamos a simplicidade passar entre os ponteiros do relógio o qual monitoramos esse nosso espaço.

Parar, respirar, viver e se permitir.

Não vá a 100 km/h, dance uma música lenta de olhos fechados, veja o mundo e deixe ser visto aos olhos do mundo, mas não espere nada além do olhar. Projete em si mesmo o que gostaria e não no outro. Perder-se no tempo, intensificar a vida mesmo na simplicidade de um pôr-do-sol ao invés de se perder em tolices, preconceitos, problemas ou neuroses. Sinta a alma das pessoas a quem lhe querem bem e sinta a própria alma. Buscar e cultivar em si próprio o que há de bom só nos faz colher o prazer de se sentir pulsante, intenso, em puro êxtase…