a partir dos olhos dele

22 mar

A música embalava um verão daqueles gostosos de sentir, que vem carregados de sol com brisa fria no fim do dia. Era esse o amor deles, a presença que desperta e o roçar da barba em sua nuca.

Conversavam futilidades e causos tão corriqueiros, o abraço longo de juntar corações e no silêncio permaneceriam sem dizer nenhuma outra maneira de falar sobre eles. Procurava em todo e qualquer gosto e cheiro, era tudo uma forma de lembrar aqueles gestos que tanto olhava.

Gastava horas do dia lembrando a forma de como movia os lábios, entre os sorrisos ou a maneira com que passava a mão entre os cabelos.

– a quem quer enganar? era linda na desordem que o vento tratava de fazer em seus cachos e a enfiava em um espaço belo.

Poderia fotografá-la corriqueiramente, captar espaços sutis que não sufocava o coração nem as palavras, era amor, por conjunturas “infiel, pero nunca desleal”.


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