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Trampo, preguiça e fim de semana

16 jul

Trampo, trampo, trampo. Uma preguiça, um sono e uma excitação imensa ao aprender. Alguns pensamentos novos, vontades e mais uma vez excitação. Uma vontade de novos ares, impulsos, desejos. Muito estudo e a cabeça não pára por nem um minuto, na verdade pára, em momentos tão sublimes e reconfortantes tais quais uns tantos suspiros.

Chegam as quartas e quintas-feiras, o fim de semana sublime. Dormir tarde porque se sabe que é possível acordar sem pressas.  Permanecer na preguiça e lentidão da cama, ouvir músicas e ficar a olhar o teto. Sair e caminhar até Laranjeiras e ver um sol lindo e sentir algumas gotas de chuva em um imenso céu azul, mesmo com pesar no peito.

Encontrar e conhecer pessoas, beber algumas cervejas, almoçar, gargalhar, sentir cheiros, pulsar e percorrer o Largo do Machado à tardinha. Curtir a casa vazia e cheia de fumaça, colocar som alto e danar-se a cagar baldes aos vizinhos malucos, rs. Tomar banho quente e deixar o banheiro em vapor, repousar em lençóis fartos e cama espaçosa e sentir aconchego, chêros, calmaria intensa. Pesar o corpo, preguiça e recomeçar na lentidão dos lençóis emaranhados de segundas-feiras.

Os “homens da segurança”, tá….

11 jul

Passei a semana tentando dissertar a cerca do assunto, tentando compreender a que o Rio de Janeiro tem sucumbido a cada dia que amanhece, quão suficiente de João, Gabriela e tantos outros serão necessários para mudarmos, para deixarmos de aceitar essa imposição política de uma justiça ordinária, de leis não cumpridas e de policiais corruptos, de uma força do estado que prefere “educar” através do medo. Até quando…? Quem são esses “homens da segurança”, os que deveriam (ao menos em tese) defender a sociedade, estabelecer ordem, manter os cidadãos protegidos. Como são preparados estes mesmos homens que acabam cometendo tantos erros, tantas mortes em vão, quanto despreparo, quantas balas perdidas ou atiradas em vão contra cidadãos de bem serão necessárias a população se dar conta da impunidade do país como um todo e não um caso isolado apenas no Rio de Janeiro.  De que forma é exercido o treinamento e a inclusão desses “homens da segurança” novamente na sociedade, não como população civil, mas com o dever e integridade de protegê-la. Uma hierarquia falha, afinal, quem os prepara é de competência o suficiente para tal ação, como os ensina a cuidar da população, como remunera seus salários. Quantas falhas na comunicação devem existir, pois o emissor têm passado uma mensagem falha geradora de ruídos que são mal-interpretados e entendidos pelo receptor, por conseqüência gerando um feedback desastroso à sociedade.
Jornais anunciam o futuro repetido de ontem, de anos atrás e nada mudou, nada. No ímpeto momento dos acontecimentos, ficamos estarrecidos, apáticos, em choque com a crescente crueldade e absolvição dos culpados, mas quem eles são, bandidos, homens da lei ou as próprias leis falhas que deixam todos eles na impunidade. Sempre que há um assassinato a sociedade sofre, engasga e quer cuspir o que acha, mas e as mudanças? E o esquecimento do que já passou, de outros protestos, de outras crianças e jovens, mortes por outras balas perdidas e outras não tão perdidas, por tiros a queima roupa, por bandidos ou pelos próprios pais. Muitas vezes minha visão é que no nosso país a maior parte da população necessita que a mídia esteja explorando o assunto para que algo seja cobrado aos governantes, o caso Isabella parece ter sido deixado de lado, assim como a Gabriela foi para o esquecimento, e infelizmente a dor só é partilhada na família e onde entramos nós, a população que clama por justiça ou pelo menos por um país menos impune. Que o caso do João possa levar pessoas a debates, a uma vontade por mudança, a uma luta legítima por mudanças. Qual o motivo e mais uma vez, até quando…? Até quando os “homens da segurança” vão continuar corrompidos em espírito. De prontidão não a ordem, mas a extorsão, matar, mentir, omitir e ignorar toda uma sociedade. Pra variar eu pouco sintática, nunca sei a hora exata de terminar e encerrar o contexto, mas realmente foi uma semana pensando sobre o caso, me indagando até quando a população vai ficar com venda nos olhos, principalmente em ano de eleição…rs.

Encanta, Santa

8 jul

Dia de chuva forte, tempestade e milhões de pendências a se fazer e uma gostosa preguiça ao acordar envolta em cheiros, beber cerveja com os amigos, gargalhar de doer a barriga, percorrer a Voluntários. E esse friozinho gostoso tem deixado o Rio com gostinho especial a esses olhos miúdos e nariz gelado.

Assim percorro os bairros, metrô, taxi, a pé. Definitivamente me apaixono por Santa Tereza cada dia mais, pelo climinha frio, pelas ruas, pela vista a um céu de estrelas, a delicinha que é estar lá, no alto, ver a cidade dormir e amanhecer, ouvir os pássaros, descer ladeira de pedra sabão, passar no caminho do bondinho e por alguns bons instantes respirar o ar nostálgico tão natural a Caxambu. Ver e sentir o dia amanhecer, sentir o cheiro das flores, andar e ir até os Arcos da Lapa, com muita cerveja ou pão com polenghi e suco de laranja, companhias agradáveis, afáveis e amáveis e mesmo cansada após maracatu, música africana e de quebra juntar os pés e dançar Céu de olhos fechados, juntos e sorrir feliz por dentro, solitária e feliz na cama espaçosa de domingo, recheada de lembranças e torcendo por mais dias de Santa, Voluntários, Ipanema, amigos, chêros, chêros e chêros…

Que dia!

16 maio

Depois de eventuais extravagâncias recorrentes essa semana, eu fui recompensada por alguém “lá de cima” ou de qualquer lugar que sabe que eu tô no caminho do bem! Chego em casa às 04 h pra acordar às 08 h, pego ônibus convencional (S-20, 382…) pra chegar no estágio na Barra da Tijuca, o pneu fura, com uma ressaca e muito sono já pensei; “fudeu”, vou atrasar e tô aqui perdendo minutinhos de um cochilo gostoso, e quando chegar o próximo eu vou pé, que dia!  Mas para meu delírio e para o bem da minha trágica figura de olheiras,  a companhia desse ônibus  é a mesma de um frescão (ar condicionado, poltranas reclináveis, ai, ai), alguém olhou por mim e falou: vamo deixar essa menina dormir mais um pouquinho em paz e foi tão em paz que eu quase passei do ponto, rs. Ah, que dia! Hoje eu juro que vou descansar…

Ô, delícia!

12 maio

Ao som de Dubstrong, Tamempi, Mutantes, Raulzito, Cordel, Caetano, Júpiter Maçã e por aí vai… quebradêra! “Pode crer, tu é funk até o caroço!” Música, música, artes, cores, texturas e sonhos estranhos em preto e branco. Sofá, filmes, edredom novo amarelo e colorido! Tá só esperando pra curtir um friozinho!

Quer psicodelia? Vá a Marancagalha, se esbalde nas músicas e olhe o telão: filme de “cangacêro”, cores, cores muitas, gente na paz, ah, uma fila grandinha, mas que compensa! E como diz a minha mãe a Gafiera Elite é uma gostosura! A minerada lá de casa até que é “puxada” numa “carioquice”, rs.

“Dia de Luta pela Liberdade de Expressão”

7 maio

Apenas pra ratificar: “Todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização” é o que atesta o inciso XVI do artigo 5º da Constituição Federal.

Já que é assim ou foi “quase assim”: sábado, dia 10 de Maio, às 14h, Arpoador, se essa for proibida…rs.

É isso aí então…?

5 maio

A “guerra” contra as drogas e o tempo hábil policial que é gasto à procura do usuário, deixando de lado assaltos, homicídios, estupros e a guerra nas favelas cariocas que sim, são mais motivos de alarde. Não é incitar o uso, não é estimular o consumo é apenas propor a sociedade um debate franco, baseado em pesquisas e deixando de lado qualquer tipo de “pré-conceito” e argumentos velhos sem base ou simplesmente baseado em uma religião ou algum dito bom costume, o que é bastante hipocrisia, pois ninguém condena que um filho menor de 18 anos consuma alguns copos de cerveja na festinha de natal da família.

É tentar descobrir qual a diferença entre um jovem que faz uso indiscriminado de bebidas alcoólicas (droga lícita) ou de um que poderia fazer uso indiscriminado da cannabis (droga ilícita), caso houvesse uma abertura, pois atualmente todo e qualquer uso é proibido legalmente, qual poderá incitar maior problema social? O problema afinal se concentra na comercialização ou em um uso desenfreado? Infelizmente, o assunto não pode ser debatido livre e democraticamente, sujeito a pena de incitação ao crime. O que era pra ser uma tentativa de maior participação política à favor de uma mudança na lei ou de se ao menos propor um maior debate entre as classes, além de um advogado preso, em uma outra passeata a bandeira com símbolo “integralista” voava sóbria pelo bairro de Copacabana…

Ps. Se ainda fosse uma cidade, mas a marcha foi proibida em 9 cidades. E esse ano tem eleição, enfim, pelo andar da carruagem…rs