yo, tú y garcía lorca

16 mar

Sentia o peito encher-se e percebia nos lábios o seu gosto. Percorria bairros de ônibus, encontravam pra uma cerveja, num final de tarde qualquer, era assim, um amor que lhe inflava o peito só no abraço, no breve toque das mãos suadas e não passaria disso.

Pensava naquele amor como a calmaria de vida, com cheiro eterno de chuva e uma disposição a se entregar ao mundo e fazê-lo entregar-se também, vivendo todos os diálogos e cores com intensidade de um filme do Almodóvar, pois, “y pienso, con la flor que se marchita, que si vivo sin mí quiero perderte.”

Continuava de férias, sem deixar as palavras faltarem e com o ar engasgar-se, sabia que era amor de alguma forma.

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