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vazio

5 mar

meu coração esfarelou
virou pó, esfarelou

como areia entre os dedos

levado ao vento
como poeira cósmica

manhãs

15 abr

as dores chegam, os olhos enchem-se de lágrimas

tantas, sem espaços.

 

sorrio,

nos silêncios dos abraços, em manhãs de chuva.

 

percorro, entre os lençóis

todo cheiro de nossos corpos.

 

danço por entre espaços teus

até outra manhã.

Receitinha

31 out

Ingredientes:

1 kg de risadas
500 g de dramas e choros
400 g de ironias e deboches
800 g de perfeccionismo
900 g de detalhes simples e minuciosos
350 g de compulsão por magreza
5 kg de papos furados ou não
3 kg de filmes e fotografias
2 kg de música, sons e batuques
300 g de depressão
800 g de sono
600 g de coração
400 g de razão
1 litro de cachaça, vodka ou cerveja (ou similar)
1 litro de água mineral
Alguns maços de cigarro e fumaças

Ventanias, ócio, tesão, orgasmos e fanfarrices à gosto.

Modo de preparo:

Misture tudo, mas não precisa pôr na balança, tempere do seu jeito e leve ao congelador, por favor.

o peso, o coração e as saudades

24 out

carregar, descarregar
o peso do mundo dói

tropeço, manco, engatinho
o coração esfarela

presente ausência, sobra de espaço
sem encaixe

silencio, grito, ensurdeço
pouso em inércia
no rubor da maçãs do rosto

sem seu orgasmo.

Uma melancolia às vezes cai bem…

19 ago

Hoje, amargura intensa
Corpo, mente e espírito
Repletos em lembranças e planos
Mãos suadas tão normais
Uma certa melancolia me excita

Olhos cansados
Em espasmos de felicidade
Alguns gritos calados
Em silêncios ensurdecedores

Dia claramente cinza
Alguma letargia
Me veste como luva
Choro preso em lábios sorridentes

Sinto a repulsa do meu corpo
Não perante o seu
Mas a próprio nome
A angústias tão naturais a esse coração
Que me abate devasta o peito

Tormentos, soluços e sussurros
Não tão cabíveis aos nossos encontros
Em excitações completas
E infindáveis descobertas, em sentimentos.

Ao dia do orgasmo

31 jul

Uma pegada pela cintura
Firme, em teu colo
E beija-me a nuca, em um espasmo
As mesmas mãos que acariciam meu rosto
Tocam-me os seios e percorrem as costas
Sinto lábios
Meus e seus

Deslizar de corpos
Nus, suados e plenos
Carregado de um punhado de nós
No tormento emaranhado de pernas, mãos e sexos
Em nossos lábios…

Alguns versos por melodias

18 jul

Crio versos
A acalmar a alma
A transpôr meu corpo
Versos a chorar
Derramar lágrimas sorridentes
E fotografar-te em escrita
Um meio, uma fenda
Onde encaixo tuas costas fartas
Versos como a quem goza
Em orgasmos múltiplos

Inquietação, pulsante

17 jun

Entrelace de corpos
Esguios
Suados, sólidos
Há sinais, como a arte que fomenta nossas tortuosas vidas

Música
Olhares, visões
A cerca da queda

Corpos, caídos inquietantes
Estática, imóvel, física

Prazos, relógios e sustos
Ócio relevante criativo
Minha, meu, espaço próprio

Cabeça, garganta, pêlos
Pulsantes
Meu atual estado febril

9 de junho, 2008

13 jun

Hoje não
Mais ainda existem
Canecas, fumaças, roupas e corpos espalhados

Eu não desperto
Pensamentos em fuga
Intimidade
Tempestuosamente gostosa

Sinais
Marcantes, instigantes, sexy
Alguns desaparecem em dias
E a gostosura está presente
Ao saber que voltarão…

É tanto: tato, olfato e paladar

9 jun
Adormecer, conversar
Acordar
Cada sorriso
Solto, gargalhado e contido
 
Palavras vomitadas
Olhar meu, contido
O copo de cerveja
Multiplicidade orgástica
Pro meu corpo, pro seu
 
Suave
Cada toque
Cheiros, suores e texturas
Um maço de cigarros
 
Braços e abraços
Momentos e seus prazos
Breves, intensos
O ponteiro corre
Em veludo
Pro meu corpo, aos demais...