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É assim que começa?

14 out

Eu gosto de mudanças de ares, do cheiro de um apartamento ou bairro novo, de se reconhecer na vizinhança ou não, de fazer as malas como naquela viagem imperdível que dá vontade de deixar a mala composta por quase 1 mês pra não ter fim, mas definitivamente encontrar um apê com o mínimo de dignidade na Z. Sul do Rio está bastante complicado ultimamente e não falo de Ipanema e Leblon, gosta do bucólico que há em Botafogo e suas dezenas de botecos, da ruas estreitas em Laranjeiras e prédios mais simples pelo Catete e algumas árvores do Flamengo. Não sei se a maior parte dos imóveis está com preço salgado devido ao fim do ano que se aproxima, logo depois carnaval…alguém sabe me dizer uma época boa? Rs
Gosto do prazer de coisas simples e algumas não tão simples, mas essa vida de crescer rapidamente não me assustava tanto quanto antes, sei da necessidade em preocupar-me mais com isso e deixar alguns prazeres supérfluos de lado, mas é nessas horas que avisto a conta bancária e uma nova ruga com certeza surge na minha testa, ascendo mais um cigarro e mascaro as imperfeições desse cotidiano um tanto quanto chato que me enfiei, faltava tesão no trabalho (estágio) e pra pagar as contas me enfiei nessa vida de loja, quero definitivamente um tanto da minha vida pobre e feliz de estagiária, com surtos criativos, com vontade, estudos e expectativas, não que eu esteja em inércia, dou-me por completa a dedicar-me em leituras e estudos, mas falta aquela coisa de acordar cedo exaustivamente feliz, como ter dormido menos de 3 horas no aniversário e ir trampar na Barra da Tijuca com pessoas que me faziam ganhar o dia.
As nostalgias de segunda-feira tem cheiro bom, mas o passado fica guardado na caixinha com carinho, uma saudade de um tanto de vida percorrido euforicamente até a última ponta, nas lágrimas da despedida, nas saudades que permanecem, nas pessoas que pude conhecer e levar um tanto de mim e ganhar um tanto delas, como abraços a transpôr as distâncias geográficas e cervejas no boteco que me trazem gargalhadas sinceras e brilho nos olhos por sentir-me novamente viva, mesmo que parada nesses dias de ócio e procura pela vida grande e um tanto responsável de quem tem contas a vencer e o salário quase todo perdido nas transações on-line.

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