Tag Archives: cotidiano

Aflitante querer

22 ago

Posso senti-lo abrir a porta e inundar o som, o ambiente, o espaço meu, assim como a fumaça dos cigarros que fumo tão distraidamente. Em cadências nos embalamos entre pernas emaranhadas, um querer angustiado, as portas trancadas e os corpos unidos. Pedaço meu gravado em ti em fotogramas desse coração momentaneamente blasé, por segurança ou fraqueza, mas que cotidianamente mergulha tempestuosamente e permanece em ritmo lento, em nossas melodias.

Anúncios

Uma melancolia às vezes cai bem…

19 ago

Hoje, amargura intensa
Corpo, mente e espírito
Repletos em lembranças e planos
Mãos suadas tão normais
Uma certa melancolia me excita

Olhos cansados
Em espasmos de felicidade
Alguns gritos calados
Em silêncios ensurdecedores

Dia claramente cinza
Alguma letargia
Me veste como luva
Choro preso em lábios sorridentes

Sinto a repulsa do meu corpo
Não perante o seu
Mas a próprio nome
A angústias tão naturais a esse coração
Que me abate devasta o peito

Tormentos, soluços e sussurros
Não tão cabíveis aos nossos encontros
Em excitações completas
E infindáveis descobertas, em sentimentos.

Pro fim de semana…

15 ago

Relaxar, respiração ofegante, corpos nessa lentidão de lençóis com encaixe simétrico e carinho nos pés. Debaixo do edredon, encolhidos ou em frente ao ventilador de janelas abertas, bem esparramados.
Breve espaço, brisa leve carregada em vidas, olhos, sentimentos, corpos, orgasmos, amizade por assim dizer, impulsos pelo que é trilhado, diariamente.

Tempestuosa ventania, em visões.

29 jul

Desaprendi do fato de não olhar nos olhos e agora tenho o mundo inteirinho a encarar, sorver e deliciar-me por completo.
Essa tempestuosa intimidade demorou um pouco a alinhar-se, talvez seja periódica, porém sempre começa em nossos corpos. Provavelmente pela maneira que te acaricio as costas ou acarinho teus pés junto aos meus, por ser puxada pra perto pelo cós da calça e assim sinto-te firme ou ao afagar-me os cachos desalinhados que tanto acha lindo debulhado em ventanias intensas.
Pedaço meu ao lado teu, cheiros e aconchegos em fumaças. Convido-te ao edredom, não há muito a oferecer, mas a doação é intensa e por hora foi fugaz, carregar um tanto de mim, transbordada de ti. É o desejo de te beijar pela manhã ao acordar, ou tomar um café ou um banho e desfrutar sorrisos completos, ou até abraçá-lo na ponta da cama ao dar boa noite. Ver e sentir o nascer do sol, fazer mesmo que de mentira aqueles planos que não queremos fazer, por esperarmos em desejos a vida intensa que nos trouxe até esse ímpeto momento de orgasmos, suores e algumas tantas certezas atuais.
Descobrir-se em simetrias e diferenças, em desfrutar dias, tardes e noites em passos de dança ou completo marasmo em entrelace de pernas e repousar em braços fartos de olhares comprimidos e sorrisos grandiosos.

O espaço de um cigarro, pós orgasmo

17 jul

Meu conto e canto ao acaso. O maço de cigarro acaba, abro outro, sem pestanejar. A cabeça roda, ronda, furta pensamentos do âmago e deixo-me entregar. O iTunes toca algumas tantas canções que nos embalaram e tantas outras canções já escutadas, o quarto permanece em sossego, os lençóis estáticos e simetricamente desmanchados, as janelas agora abertas pra respirar.
Sinto saudades de um tanto da vida, de um tanto passado e de um tanto do futuro, pois sei que será intenso em mergulhos. Sem pensar cabeça, fique por um momento somente a armazenar meus cachos que em breve serão cortados, não pense agora, viva, suceda o momento num instante, no ímpeto do orgasmo, meu corpo pede mais…

Trampo, preguiça e fim de semana

16 jul

Trampo, trampo, trampo. Uma preguiça, um sono e uma excitação imensa ao aprender. Alguns pensamentos novos, vontades e mais uma vez excitação. Uma vontade de novos ares, impulsos, desejos. Muito estudo e a cabeça não pára por nem um minuto, na verdade pára, em momentos tão sublimes e reconfortantes tais quais uns tantos suspiros.

Chegam as quartas e quintas-feiras, o fim de semana sublime. Dormir tarde porque se sabe que é possível acordar sem pressas.  Permanecer na preguiça e lentidão da cama, ouvir músicas e ficar a olhar o teto. Sair e caminhar até Laranjeiras e ver um sol lindo e sentir algumas gotas de chuva em um imenso céu azul, mesmo com pesar no peito.

Encontrar e conhecer pessoas, beber algumas cervejas, almoçar, gargalhar, sentir cheiros, pulsar e percorrer o Largo do Machado à tardinha. Curtir a casa vazia e cheia de fumaça, colocar som alto e danar-se a cagar baldes aos vizinhos malucos, rs. Tomar banho quente e deixar o banheiro em vapor, repousar em lençóis fartos e cama espaçosa e sentir aconchego, chêros, calmaria intensa. Pesar o corpo, preguiça e recomeçar na lentidão dos lençóis emaranhados de segundas-feiras.

Tão instante, sem pausar.

13 jul

Os dias correm, os dias correm e a gente não esperava nenhum mergulho intenso. Os dias permanecem em correria, sem pausas que o tempo corre entre os ponteiros parados do relógio da sala. Você continua a rir da bagunça do meu cabelo e acha lindo, eu ascendo mais um cigarro e incendeio o quarto de fumaça, sorrio em lábios fartos. As mãos geladas em alma quente, a cama pequena que ficou grande em saudades. A cada dia, cada novo sorriso ou música dançada, abraço ou carinho nas costas. Vejo-te de longe e te sinto perto, junto, conecto. Instante, agora, incansável, relutando contra o sono e vendo mais um nascer do sol.