Sentidos

2 out

Chegou a fila do cinema e logo pôde sentir um frio sopro em sua nuca descoberta pelos curtos cachos que recaiam sobre seus olhos e teve a certeza de que seria ele que a pegaria pela cintura em um longo espasmo de tesão, e foi.
Sorriu grandiosamente em lábios fartos como a quem agradece aquela presença à ventania que corria pelo bairro de Botafogo.
Sossegaram por um instante, curto, no espaço de um beijo, compraram pipocas e puderam sentar, ao fundo, em mãos entrelaçadas nas fartas poltronas. À todo instante podia sentir-se inflar por cheiros tão naturais a ela e que já sentia saudades e sabia que as continuaria a sentir.
Ao subir dos créditos havia novamente a certeza de que seria ele que a embalaria em doces melodias naquela noite, sem importar-se com o gênero, a música seria contante em sussurros e gemidos.
Pôde sentir a pressão sobre a calça jeans e o deslizar de alças de sua roupa íntima e entregar-se sem espaços a quem a lançara em seu colo, segurando-a firmemente pelos quadris e retornando ao frio sopro sobre sua nuca.

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