Arquivo | maio, 2008

Matraquinha da Grow

28 maio

Eu falo, falo, falo demais e penso demais também e penso e falo tanto que acabo falando o que penso. Sempre fui de conversas até altas-horas, com cerveja, cigarro, amigos ou sozinha com meus pensamentos e uma garrafa de água com gás, tagarelar por aí, ‘discutir’ sobre o que eu sei e mesmo se eu não souber ‘discutirei’ com tamanha desenvoltura que é possível que consiga convencê-lo de minha (in) certeza. Eu falo, mas nem sempre decorro todos os fatos, como boa mineira o pé atrás fica ali, mas se me fizerem uma pergunta, íntima ou não, sempre respondo, acho que é porque gosto de ser respondona assim digamos, rs. Você vai saber com 10 minutinhos de prosa que eu já fiz ballet, jazz e can-can por 15 anos, que tive bulimia na época e choro até hoje quando meu estômago expele qualquer substância, até mesmo naquela ressaca que tirou a batina do padre e nem me acho coitada por isso, são fases que a gente supera e se aceita, fico reticente mais meio mundo sabe que sei andar de skate, mas nunca aprendi os brios de andar de bicicleta (podem sentir vergonha alheia, eu deixo). Estórias da minha infância entre sapatilhas, guerrinhas de mamona e desejo por profissões não muito convencionais pra cabeça de uma menina, vide pedreiro e pintor de vasos, que já fui muito dramática a lá “Maria do Bairro” e “Usurpadora” e que estou em constantes mutações, que adoro meus cabelos cacheados e não fico parada em uma mesma posição por mais de 1 min, sei lá, meu corpo cansa e eu vivo sempre cansada de tudo que é igual.

E vamos lá, que 2008 tá quase iniciando pra mim e até o inferno astral tem sido válido, quer dizer óóteeemo! Nada de promessas ou planos porque não quero e nem tô a fim de pensar no futuro.

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Apagar as velinhas

27 maio

Convitinho

Preparem seus fígados porque tá chegando a hora! 😉

Vou ali e volto já, já…

21 maio

Feriadinho bom, o último do ano e mais um que não virou feriadão pra mim, mas é válido (na verdade é um saco!), a gente segura o dindin e cuida um cadim da saúde, quer dizer, não enfia os dois pés na jaca como de praxe a nossa brasilidade adora fazer. Faz projetinhos e planos pro fim de semana, aniversário, cotidiano e de quebra baixa o dobro de músicas, sons, experimentos e assiste o dobro de filmes (ainda não resolvi por quais começar…), viu só, nem tudo é feito só de chopinhos. Minha conta bancária, fígado e pulmão agradecem!

Bom feriadinho a quem é de feriadinho e bom feriadão aos sortudos (ok, ok, deu um pontinha de dor) mas que seja ótimo independente até se você tiver que trampar amanhã!

Vai fluindo…

19 maio

Que tal se permitir mais sorrisos, mais dias de pés pro alto ou de simplesmente não pensar em nada e viver. Sair com os amigos, conhecer pessoas, permitir-se rir, conversar, conhecer os outros… Estar no mundo! Sentir sua alma mais leve e perceber as coisas a partir de uma perspectiva mais ampla, afinal, nada do que é estático e determinado me agrada, não faço questão de entrar pra estatísticas ou colecionar números, quero o que faz bem o resto, bem, deixa de lado uai!

Deixe fluir! 😉

“All we care about is talking”

18 maio

Música, música, amiga, risadas e muitos papos. Até o sol estar de rachar, é o que importa e o melhor é decorrer assuntos sem gênero ou com linha de raciocínio lógico, romper (pré)conceitos, doer a barriga de rir, andar, andar, pensar… Aprendendo a ser auto-sufiente o bastante pra eu mesma tirar os pés do chão!

“And we don’t care about the young folks
Talkin’ about the young style
And we don’t care about the old folks
Talkin’ about the old style too
And we don’t care about their own folks
Talkin’ about our own style
All we care about is talking
Talking only me and you…”

Que dia!

16 maio

Depois de eventuais extravagâncias recorrentes essa semana, eu fui recompensada por alguém “lá de cima” ou de qualquer lugar que sabe que eu tô no caminho do bem! Chego em casa às 04 h pra acordar às 08 h, pego ônibus convencional (S-20, 382…) pra chegar no estágio na Barra da Tijuca, o pneu fura, com uma ressaca e muito sono já pensei; “fudeu”, vou atrasar e tô aqui perdendo minutinhos de um cochilo gostoso, e quando chegar o próximo eu vou pé, que dia!  Mas para meu delírio e para o bem da minha trágica figura de olheiras,  a companhia desse ônibus  é a mesma de um frescão (ar condicionado, poltranas reclináveis, ai, ai), alguém olhou por mim e falou: vamo deixar essa menina dormir mais um pouquinho em paz e foi tão em paz que eu quase passei do ponto, rs. Ah, que dia! Hoje eu juro que vou descansar…

Ela faz tudo sempre igual…e diferente, rs.

15 maio

O dia começa na lentidão dos lençóis, do corpo esguio e olhos que mal abrem e o despertador toca, mais uma vez, uma dor de cabeça, um café e um cigarro. Sol lindo lá fora, eu vejo apenas aqui da janela (que por sinal, fica um pouco longe) onde fones, teclas e monitores fazem companhia, os clientes falam, falam… E eu escuto, já falo demais no dia-a-dia, respondo e-mails e mantenho a tabela de deadlines ali, ao alcance do mouse, afinal se eu não cobro o “couro” quem perde não é o designer, rs.

O dia termina, o escuro na mesma janela ali ao fundo e amanhã provavelmente vai ter dor de cabeça e sono, mas o dia e suas extravagâncias valem sempre, eu nem me importo mais com essas banalidades recorrentes, vai chegando sexta e eu fico em paz, calma e imóvel em relação a pensar, compreenda a inércia não como um problema, e sim como uma eventual solução.