Arquivo | fevereiro, 2008

Metáforas

20 fev

Metaforicamente, pessoas são como as estações do ano. Por mais realizações que tenhamos conseguido, não devemos viver somente de verões. Acredito que essa seja uma das inúmeras formas de amadurecimento.
O verão é aquela coisa amável, calorosa, regado a cores cítricas e brilhantes. Invariáveis descobertas e amizades. Aquela sensação eternamente boa, é quando as críticas aos demais e a si mesmo tendem a ser menores, há uma maior compreensão e aceitação fácil. É para ser aproveitado até o último pôr-do-sol.
No outono as cores intensas tendem a se mesclar ao cotidiano, deixam de ser tão cítricas a nos deixar prover misturas entre dias com muitos ao redor e outros com a idéia de deixarmos aqueles próximos dos galhos partirem e restará somente a eles permanecerem próximos a raiz e curtir com calma cada lembrança do verão, o que de bom e de ruim doamos e recebemos, além de gozar de dias simples.
O inverno é quando a euforia do verão passou, o outono serviu como introdução a uma temporada de ‘limpar gavetas’. Com cores menos vivas, porém de maior personalidade, exige naturalmente uma maior autocrítica, uma seriedade a quem somos realmente. Vasculhar baús e caixas, deixando a casa em ordem, mesmo que assim seja mais triste. Conforme na estação, é a época que vivemos mais frios com si próprio e tendemos a um calor maior aqueles que sobrevivem a verões. As janelas ficam menos abertas, passando pouca faixa de luz e as portas recebem somente os que perduraram. É a hora de limpar a neve, sentir ao fundo mesmo que as dores. Aquela DR, mas geralmente entre nossos egos, sentimentos e até mesmo razões. Enfim, após tempos nublados e encobertos por branca e fria neblina, com a companhia de poucos, mas os que serão sempre companheiros de inverno. Saímos amadurecidos, calejados, geralmente com suas devidas cicatrizes (detesto isso, é clichê, mas não consigo outra analogia…) com boas histórias do inverno que nem sempre é rigoroso, mas sempre haverá importância.
A partir desse ponto podemos abrir as janelas e começar a ver florescer em nós mesmos o que cultivamos de aprendizado interno e mergulhar novamente no que deixamos de fazer ou ainda termos a chance de consertar algo e mergulhar ainda mais intenso, e então sabermos quanto tempo e quando precisaremos viver outras estações.

Anúncios

Filmes

14 fev

Meu medo infantil, pré-adolescente e que provavelmente irá nortear minha fase adulta ganhará em breve outro filme, é ele, o mais debochado serial killer de todos os tempos, meu querido Freddy. Sim, admito sou uma das pessoas mais medrosas que eu tenho conhecimento, mas mesmo assim vou aguardar ansiosa sem esquecer a cruz ao lado da cama (só quem já viu vai entender).

Mudando um pouco de foco, mas nem tanto, a revista Vanit Fair, fez um ensaio fotográfico com diversos atores atuais em  cenas de filmes clássicos, do grande mestre do suspense, Alfred Hitchcock!

Créditos: ohnotheydidnt

Dial M for Murder

Psycho

Mimo e desejo

12 fev

Carnaval acabou, mas persistiu em mim uma vontade incontrolável de comer um milho verde, puro desejo e saudosismo da época áurea em Caxambu, que mamãe fazia quitutes maravilhosos e muito milho nas festas juninas (juninas=maio, junho e julho, o período que o quentão sempre anima) e então me deparo com um fofíssimo “passador” de manteiga, assim o chamaremos, quero desesperadamente, minha boca super salivou horrores nesse momento só de pensar na manteiga der-re-ten-do sobre o milho quentinho, ai, ai!

Butter Boy

Tem outros mimos (e muitos por sinal) mas o milho merecia ser especial…