Sinto o novo, o inusitado, a cada despertar. Tenho deixado não só as coisas fluirem por si só sem angústias ou tormentos, o tempo passa a todos nós e cabe a cada um de nós fazer a estadia de forma prazerosa e em paz. É o meu desejo, minha vontade, meu equilíbrio. Conquistar, gozar, padecer, suar, sentir frio. Ser a mudança no mundo, ser, viver, intensificar e mergulhar, provar, degustar.
Quero pulsar, pulsar e sentir o aroma nostálgico das segundas-feiras e dos dias demais, uma nostalgia do que passou a algum tempo e ao que vivi a menos de 5 minutos. Rir, sorrir, gargalhar e se possível chorar, com força, se necessário. Traçar e alinhar muitas metas me faz perder o pôr-do-sol, mas nem por isso torno-me relapsa, quero antíteses, metamorfoses, metáforas e exageros às vezes caem bem. Ser e estar, com ou sem nexo. Eu entendo e isso me é suficiente.
A vida continua passando e eu aqui sentada com mãos inquietas e pernas vibrantes, ouço, respiro e vibro novamente com o passado de ontem e o hoje, músicas, músicas, pra rir, pra cantar alto, pra embalar os amigos, pra se ficar bêbado, conversar, dançar dançar e dançar, pra batucar e tocar air drums por aí, pra cantar sozinha e pra cantar no chuveiro, pra sussurrar, fechar e apertar os olhos, gozar, gritar, cravar as unhas, pesar o corpo, pra reunir, celebrar, sentir o vento, dançar na chuva, pra despedidas, entristecer, compadecer, sentir, com alma sempre. Quero sentir o orvalho às 06 da manhã, frio de serra, cheiro de mato, andar descalço e comer jabuticabas, beijar, abraçar, beijar, tomar uma geladinha e uma dose quente, rir e conversar até o sono chegar ou deixar os dias amanhecerem assim, virados, banho frio, morno, quente. Ver, ser visto, conhecer, agregar, reconhecer em si o outro e no outro si mesmo, cultivar em si o que deseja do outro e não ficar de braços cruzados esperando por uma inexistente perfeição ou relação simétrica, quero o oposto a invadir, receber e transmitir, o simétrico ao acaso.
Permitir-se a mergulhos intensos em uma lentidão de corpos espalhados pelo chão, respirar, percorrer horizontes, dormir, largar-se aos bons ventos que sopram, sentir apertos de saudade por quem está longe em espaço, sentir-se perto, conecto em alma, espírito, ser e dar o valor a cada pedaço de si e a cada pessoa responsável pela obra.
E pra variar eu nada sintática, perdi-me, em palavras mal encaixadas e escolhidas nada minuciosamente, não me importo, quero ao máximo, desfrutar sem pressa, sem pensar no amanhã ou daqui 1 mês ,mais finais de semana, mais convivência harmoniosa aqui dentro, brigadeiro de ovomaltine, filmes, cigarros, muito sono e pouco sono, insaciável, pizzas, chêros. Quero, desejo muito pra mim e o mesmo a você, muitas doses de tudo que vier, até dos extremos, viver, pulsar…
Embalaram o post: Radiohead, Chico Buarque e Jeff Bucley.


