Voluntários, 18 de julho, apartamento 307. Recebo seu sorriso farto e sinto meus lábios aos seus, abraço seu corpo como a quem toca o mundo em dedos inquietantes. A sala em luz de velas e já posso sentir o ímpeto momento de nossos corpos espalhados pelo chão. Sinto a tensão nas cordas do violão como se tocassem meu espaço, sedentos por seus vermelhos lábios.
Desfruto, degusto mil sabores em sentimentos tão certos e presentes em âmago ardente, saudosista e completo em regozijos a incendiar-me tempestuosamente. O dedilhar em meu sexo e o mesmo diferente espasmo frio a percorrer minha espinha.
A janela sopra um vento frio natural ao mês de julho, a cada nova nota meu corpo transborda e novas idéias surgem nessa explosão criativamente excitante. Minhas mãos tomam a percorrer suas costas de pele branca em oposição a unhas vermelhas e acaricio-te veludosamente até a nuca, sinto seu arrepio imediato e beijo-te a sorver em um gole.
Compartilho sorrisos solitária como a quem deseja prover do passado a menos de cinco minutos e deseja intensamente provar o gosto de suas entranhas em meus lábios, sinto em ti, em nós a mistura de suores, odores e prazeres ao fim da melodia…