Arquivo para Junho, 2008

Tantas delicinhas…

Segunda, estágio novo, novas pulsações e intensidades. Idéias, idéias, marketing que toma espaço no coração e mais idéias. Sim, embora seja cruel ter que chegar até 8:30 em São Cristovão, têm sido produtivo em relação a mente pensante, planos, projetos e mais idéias gostosas na cabeça. Café a mão não falta, meu corpo agradece. Algumas novas gargalhadas e pessoas, mais mineiras nesse “ridijânero”, ô trem! E já já é sexta e vem tudo de gostoso como esse tempinho, filmes com pipoca e brigadeiro de ovomaltine, amigos, vinho ou cervejinha, almocinho ou jantinha feitos, pijaminha, edredon e manhãs delicinhas e nada rotineira como a de hoje, teve até solzinho pra deixar ainda mais bonito o acordar cedo e a crueldade em deixar cama quentinha com edredon, travesseirão e uma vontade de ficar nesse ócio de gosturas durante o dia todo… 

Ser em si o que há de melhor pro mundo

Muitas vezes a gente vive correndo sem motivos, sempre às pressas como se fosse perder algo no mundo e deixamos a simplicidade passar entre os ponteiros do relógio o qual monitoramos esse nosso espaço.

Parar, respirar, viver e se permitir.

Não vá a 100 km/h, dance uma música lenta de olhos fechados, veja o mundo e deixe ser visto aos olhos do mundo, mas não espere nada além do olhar. Projete em si mesmo o que gostaria e não no outro. Perder-se no tempo, intensificar a vida mesmo na simplicidade de um pôr-do-sol ao invés de se perder em tolices, preconceitos, problemas ou neuroses. Sinta a alma das pessoas a quem lhe querem bem e sinta a própria alma. Buscar e cultivar em si próprio o que há de bom só nos faz colher o prazer de se sentir pulsante, intenso, em puro êxtase…

Inquietação, pulsante

Entrelace de corpos
Esguios
Suados, sólidos
Há sinais, como a arte que fomenta nossas tortuosas vidas

Música
Olhares, visões
A cerca da queda

Corpos, caídos inquietantes
Estática, imóvel, física

Prazos, relógios e sustos
Ócio relevante criativo
Minha, meu, espaço próprio

Cabeça, garganta, pêlos
Pulsantes
Meu atual estado febril

Sol e nostalgias…

Tem um sol lindo lá fora, a janela fica aberta a sensações novas e a nostalgias passadas desfrutadas em dedos, cabelos e suores.
Experiências, lembranças de um tempo que não volta mais e é melhor assim, vejo em cada traço meu, em cada anseio, palavra de amigos o quanto fui e fomos importantes uns aos outros, sinto saudades de pessoas, cheiros, conversas e risadas, de pirações adolescentes, músicas, roupas e mais uma vez pessoas.
Parte de mim são delas e acredito ser parte de um pouco disso, sorvo comigo alegrias, tristezas e carinhos. Sinto saudades imensas em risadas no Café Avenida, no bar do Salgadinho a procura de uma dose de Catuaba, da rua do skate, da primeira desilusão amorosa, das companhias passadas, das danças no ballet, jazz e o excitante can-can, do exaustivo e prazeroso ensaio, de dores, roxos, pés, sapatilhas e grampos, de uma família que se fez e que laços são carregados a cada palavra com sotaque dita, um cigarro na rua do ex-Jazz-Mama Lôca e atual…Não sei, faz tempo.
Queria minha janela a céu estrelado e espreguiçadeiras gostosas, de pontos e cicatrizes por ser um tanto quanto sem jeito, das primeiras bebedeiras, carnavais, chuva, capas de chuva amarelas. Inqueitação.
Sei o quanto me faço ausente em corpo, mas há certeza de um espírito presente sempre. Sinto de longe, angustias e isso muitas vezes rasga meu coração desse lado da tela. Nem sempre existe tempo a encontros, mas nem por isso há o esquecimento, a indiferença. Poucos compreendem esse afeto distante e presente, acredito ser bom assim, apenas os essencias permanecem, mesmo invisível aos nossos olhos.

9 de junho, 2008

Hoje não
Mais ainda existem
Canecas, fumaças, roupas e corpos espalhados

Eu não desperto
Pensamentos em fuga
Intimidade
Tempestuosamente gostosa

Sinais
Marcantes, instigantes, sexy
Alguns desaparecem em dias
E a gostosura está presente
Ao saber que voltarão…

Olhar analítico

Gosto, admito que às vezes sinto vergonha por um possível olhar fixo, indiscreto ao penetrar olhares em demasia para conversas alheias, modo de falar, tocar e trejeitos das pessoas.
Agora mesmo antes dessas linhas fumava um cigarro e obeservava no intervalo da faculdade o ir, vir, jeito de andar e acabei com atenção voltada a uma conversa de amigos a respeito de gírias, dicção e sotaque das pessoas, eis que surge o comentário: “Ah, existe também o estranho senso de humor dos mineiros, as piadas sem graça das quais só eles conseguem dar risadas, algo meio mole e no final uma risada do tipo: riririririri”.

Alguns risos na roda, alguém imita o locutor tentando parecer tão engraçado quanto este foi. Eu não senti vontade de gorfar sentiments saudosos, mas a mim tocou exatamente conforme os dias que a cada momento novo procuro viver, deixar que essa caos corriqueiro da cidade grande não me faça sufocar a simplicidade nessa babilônia que vivemos e então perder a graç dos risos soltos entre piadas ditas sem a vontade malandra de levar sorrisos ou glórias, estes devem sair do conato da boca e nos tomar as bochechas, eis pra mim o observar do entardecer entre amigos cuspindo bobagens tolas e eternamente responseaveis pelo senso de humor peculiar a uma orgulhosa mineira. Esses cariocas…rs.

É tanto: tato, olfato e paladar

Adormecer, conversar
Acordar
Cada sorriso
Solto, gargalhado e contido

Palavras vomitadas
Olhar meu, contido
O copo de cerveja
Multiplicidade orgástica
Pro meu corpo, pro seu

Suave
Cada toque
Cheiros, suores e texturas
Um maço de cigarros

Braços e abraços
Momentos e seus prazos
Breves, intensos
O ponteiro corre
Em veludo
Pro meu corpo, aos demais...

Fluminense neles!

Futebol e alegrias. Quero ir no maraca, ver aquilo tudo verde, grená e branco! O melhor depois de uma vitória do seu time é poder não só comemorar tamanha felicidade, mas “pentelhar” os torcedores dos demais times, aqueles que secaram o Fluminense até a “última ponta”, tendo em vista torcer por um time dos ‘hermanos argentinos’, é, verdadeiro espírito pelo futebol nacional, admiro esse tipinho (rs). Ah, continuem secando bastante, tá super ajudando! Pode vir verme qualquer! Rá! Que eu tenho meu “trevinho de quatro-folhas” e nem te conto…

Delicinhas, aniversário e pressa alguma

Quinta, sexta, sábado e domingo. Festas, reuniões, dançar até o fim, pilha Duracell. Cervejas tantas, vodkas, cachaças e Sedução refrescante. Começou com o sol lindo que fazia mesmo que pela janela distante, fez-se lindo por esses dias, desde o espreguiçar, o dia permaneceu lindo mesmo que nublado. Entusiasmos, risos soltos, muitos queridos por perto, abraços que mudam o dia e certezas de que nada importa a não ser aqueles que fazem jus.

Chuva, fome, olhos pequenos, suor, tosses, olhos fechados. O corpo esguio entre os lençóis, cobertas e travesseiros, cheiros já sentidos, banho quente e pijama, a chuva lá fora continua. Filme delicioso. Começa a anoitecer, música, sons, sussurros, histórias, cachecol e mais histórias, risadas, o tempo passa sem se perceber. O vento ainda sopra contra o rosto, arrepio até a espinha, a pele macia, o corpo esguio e a lentidão dos lençóis, os lábios secos e um estado febril excitante ainda…


Sobre as doses

Fotogramas, recortes, poemas, palpites, percepções, detalhes minuciosos, cigarros e papos de boteco nem sempre tão diários ou homeopáticos.

Arquivo

Junho 2008
S T Q Q S S D
« Mai   Jul »
 1
2345678
9101112131415
16171819202122
23242526272829
30  

Flickr

Carnaval

Enfim, paraíso

Caxambu

More Photos